A pior coisa que percebi no primeiro dia ou o quarto dia, é a dificuldade de guardar coisas cotidianas, volta e meia encontro uma assunto ou noticia que queria compartilhar ou só comentar com ela. Não que tudo me lembre ela, mas é alguém que eu conheço os gostos e gosto de conversar.
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Sera que exagerei? sera que eu poderia lidar? Só que minha cabeça começou a ter pensamentos descontroladas? Mas porque? Tava tudo tão tranquilo, tudo conforme planejado. E de repente parecia que não acreditava em mais nada. Será que eu forcei demais os meus limites?
Por isso é importante escrever, para se conhecer e prever as próprias reações em determinadas situações. Minha consciência dizia uma coisa mas meu inconsciente foi seduzido, influenciado, me deixou insegura. O que houve? Tenho a sensação que não conseguirei responder essa pergunta sozinha, parece que falta exatamente metade do que é preciso para resolver esse enigma, me sinto incompleta, impotente, sinto um vazio. Mas eu tenho tantas perguntas que nós duas juntas talvez nunca saberíamos responder: Porque somos tão importantes uma para outra? Porque temos necessidade de nos ver ou pelo menos falar, teclar todos os dias? Porque nos amamos e sofremos com a distancia? Por que ela? Por que eu e não outra pessoa? Porque seu abraço é tão confortável e quase obrigatório? Na verdade eu sou assustada com a dependência emocional que tenho dela. Sofro por antecipação ao imaginar não tê-la no meu cotidiano, como alguém da família, mas alguém, se da família, vai ta sempre ali porque é da família, mas ela não é da minha família, não tem a obrigação de ta comigo pra todo o sempre. Nisso, instintivamente, bolava estrategias para sempre te-la como a ideia de um contrato social desses, tipo relacionamento serio, aberto, namoro, até que um dia percebi que eu tinha mais vontade de ficar com ela, do que realmente ficar, foi a vez que quis tanto ficar e quando fiquei, não senti nada, desde então não quis mais ficar. E se acontecesse seria de momento como aconteceu, acho que só rolou mais duas vezes e ambas estavam levemente alcoolizadas. Então eu tava realmente de boa com isso, fui honesta primeiramente comigo quando disse isso. Mas ai vem a historia da dependência, da insegurança e surto. Meu amor por ela é tão esquisito, tão intenso, tão inexplicável, tão confuso a ponto deu propor esse desafio masoquista de afastamento. Não é a presença dela que me faz mal e sim a ausência e é isso que justamente torna sua presença tão perigosa.
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Atração por ela eu tenho porque eu não sou uma porta. Ela, como mulher, possui diversos atributos que a tornam atraente. Atração por ela é uma coisa que eu, como amante das mulheres, não consigo me imaginar não tendo, mas também não sou bicho, atração é uma coisa, desejo é outra e desejo sim, dá pra não ter.
|"Divida o número nove, some quatro e multiplique. Amor é a resposta."
Aleister Crowley
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