quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paixão, um vício que enriquece a vida.


Minha definição sobre vício é bem simples: é algo que você não consegue parar.
Criamos situações para suprir as necessidades bioquímicas das células do nosso corpo, situações que satisfaçam nossas necessidades químicas.
Um viciado sempre precisará de um pouco mais para poder satisfazer sua necessidade química.
Se você não consegue controlar seu estado emocional, você está viciado naquilo.

Como alguém pode afirmar que está apaixonado por tal pessoa?
Por exemplo, eles só estão apaixonados pela antecipação das emoções pelas quais são viciados.
Pois a mesma pessoa pode não ser mais querida na próxima semana por não ter correspondido.
Isso não muda a nossa forma de ver  nossas necessidades e identidades pessoais.
Nós somos emoções e as emoções somos nós. É algo constante.

Então você pergunta se as emoções são ruins. Elas não são ruins, são a vida. Colorem a riqueza de nossas experiências.
O problema são nossos vícios. As pessoas não percebem que quando descobrem que são viciados em emoções,  não é algo apenas psicológico, também é bioquímico.
A heroína utiliza os mesmos receptores nas células que nossas emoções usam.
É fácil constatarmos que se nos viciamos em heroína, podemos nos viciar em qualquer emoção, inclusive a paixão.

Somos capazes de nos viciar em estados emocionais, e tendemos a alimentar o vicio até que as reações químicas cessem, mas se já estamos dependentes, sofremos abstinência.


Texto Adaptado
Fontes:
Documentario What the Bleep Do We Know!?
Citações de: Maria Rita Kehl
Artigo: Fisiologia da Paixão

Um comentário:

ykarhus disse...

Concordo... As vezes é melhor esperar pra saber até o que realmente queremos. Continue assim! Você escreve muito bem!