sábado, 17 de abril de 2010

Terapia do Desapego

Ninguém nunca viu o pensamento.


Vemos uma tempestade em diferentes quadrantes do cérebro.


São áreas que não correspondem ao corpo ou a reações, e sim a imagens, ira, assassinato, ódio, amor, compaixão...


O cérebro é feito de pequenas células nervosas chamadas neurônios.


Eles possuem ramificações para se conectarem e formarem uma rede de neurônios.


Cada área conectada está integrada a um pensamento ou memória.


O cérebro constrói todos os conceitos através de memórias associativas.


As idéias, pensamentos e sentimentos são construídos e interconectados nessa rede de neurônios e todos têm uma possível relação.


O conceito do sentimento amor, por exemplo, está guardado nessa vasta rede de neurônios, mas construímos o conceito do amor a partir de muitas outras idéias diferentes.


Algumas pessoas têm o amor ligado ao desapontamento, então quando pensam em amor, experimentam a memória da dor, mágoa, raiva e até ira.


A mágoa pode estar ligada a uma pessoa específica que remete a conexão do amor.


Criamos modelos de como enxergamos  o mundo exterior.


Quanto mais informações temos, mais refinamos nosso modelo de um jeito ou de outro.


Na verdade contamos uma história para nós mesmos de como o mundo exterior é.


Qualquer informação que processamos, qualquer informação que absorvemos do ambiente, sempre é colorida pelas experiências que tivemos e por uma resposta emocional acercado que estamos absorvendo.


As emoções são desenhadas para reforçar quimicamente sua memória.


Toda emoção vem da química de imagens gravadas.


A farmácia mais sofisticada do mundo está dentro da cabeça.


Existe uma parte do cérebro chamada de hipotálamo que parece uma pequena fábrica.


Ele reúne certos materiais químicos que se combinam com certas emoções.


Existem materiais químicos para raiva, para tristeza, para vitimização, para desejo, para todos os estados emocionais pelos quais passamos.


No momento que sentimos um estado emocional em nosso corpo ou em nosso cérebro, o hipotálamo imediatamente combinará o peptídeo e o liberará através da pituitária diretamente na corrente sanguínea.


No momento que atinge a corrente sanguínea, ele acha seu caminho para diferente partes do corpo.


Cada célula está viva, e cada uma tem uma consciência, especialmente se definirmos consciência como sendo o ponto de vista de um observador.


Minha definição sobre vício é bem simples: é algo que você não consegue parar.


Criamos situações para suprir as necessidades bioquímicas das células do nosso corpo, situações que satisfaçam nossas necessidades químicas.


Um viciado sempre precisará de um pouco mais para poder satisfazer sua necessidade química.


Se você não consegue controlar seu estado emocional, você está viciado naquilo.


Como alguém pode afirmar que está apaixonado por tal pessoa?


Por exemplo, eles só estão apaixonados pela antecipação das emoções pelas quais são viciados.


Pois a mesma pessoa pode não ser mais querida na próxima semana por não ter correspondido.


Isso não muda a nossa forma de ver  nossas necessidades e identidades pessoais.


Nós somos emoções e as emoções somos nós.


Não podemos separar as emoções se levarmos em conta que cada aspecto de sua digestão, o esfíncter que abre e fecha, os grupos de células que recolhem os nutrientes e vão embora  curar ou consertar algo, tudo isso está sob a influência das moléculas da emoção.


É algo constante. 


Então você pergunta se as emoções são ruins. Elas não são ruins, são a vida. Colorem a riqueza de nossas experiências.


O problema são nossos vícios. As pessoas não percebem que quando descobrem que são viciados em emoções,  não é algo apenas psicológico, também é bioquímico.


A heroína utiliza os mesmos receptores nas células que nossas emoções usam.


É fácil constatarmos que se nos viciamos em heroína, podemos nos viciar em qualquer emoção.


Somos capazes de nos viciar em estados emocionais, e tendemos a alimentar o vicio até que as reações químicas cessem, mas se já estamos dependentes, sofremos abstinência dessas reações, emoções...


Texto Adaptado 
Fontes: 
Documentario What the Bleep Do We Know!?
Citações de Maria Rita Kehl
Artigo: Fisiologia da Paixão

2 comentários:

Juli disse...

I Hope so! concordo, e a gente só sente o que a gente quer!

Garota Sem Destino disse...

ai tbm eh dmais, as vzs nao da pra controlar a bioquimica. :/

mas podemos trabalhar nisso